SOCORRO
O que os meus olhos viram é muito grave e
lamentável. Foi uma lástima o que vi nos hospitais nestes dias. Vivo fora há
mais de 15 anos. Voltei agora, porque não consegui passar o natal com os
familiares.
Voltei, mais para analisar no terreno a
eventualidade do meu regresso. Confesso que fiquei decepcionado em termos
gerais, sobretudo quando pude, acidentalmente, levar um familiar meu para urgências.
Fiquei chocado. Estes que nos governam não
merecem o respeito e consideração deste povo. Temos todos de despreza-los.
Por onde andam as organizações sociais,
que nesta hora, têm de estar próximos dos hospitais e das escolas para se
inteirarem melhor da vida do povo, seus sofrimentos, anseios e frustrações. Estamos
numa situação muito grave, com tantos dias de greve, quer na saúde, quer no
ensino.
As escolas já contam mais de mês e meio de
paralisação, sem que os estudantes possam sentar-se nas carteiras. Isto é ridículo
e vergonhoso, sabendo que diariamente fala-se de cenas de desvios de dinheiros públicos
que podiam suprir estas carências e necessidades.
Contudo, a maioria dos titulares de cargos
públicas só pensam em encher seus bolsos e dos chefes do Governo.
Convido as organizações sociais, particularmente
a Sociedade Civil, a desencadearem jornadas de solidariedade para com os
Hospitais e Escolas, para ver se conseguimos melhorar isto.
O hospitais estão quase fechados, pediatria
tem 96 camas e agora só com 6 crianças, com um medico e um enfermeiro; o laboratório
fechado, Serviços de Raio X fechado, medicina de homem e mulher não tem ninguém
e muitas enfermarias a funcionarem a menos de 50%.
O Hospital Militar, que tem feito bom
trabalho desde a sua construção, anda superlotado e os outros hospitais também. ENQUANTO O POVO GEME DE SOFRIMENTO E DE AMARGURAS, OS GOVERNANTES ESTÃO NA BOA VAI ELA OU EMBALADO NO SAQUE DESENFREADO AO TESOURO PÚBLICO.

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